Wednesday, February 28, 2018

Photos: FOUNTAIN / Fonte da Vila

 
  
 
  
 
  
 
  
 
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Classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) desde 1953, é o Ex-Líbris da Vila, constitui um monumento que se destaca entre outros, não só pelo seu valor artístico, como pelo conjunto arquitectónico e urbanístico em que está inserida. Situa-se em pleno Largo Dr. Frederico Laranjo.
 
Analisando-se a planta de delimitação do bairro judeu de Castelo de Vide, pode concluir-se que a fonte estava integrada no mesmo. Este existiu desde o séc. XIV ao séc. XV. A fonte foi um foco de desenvolvimento radial de ruas que se desenvolveram à sua volta, deduzindo-se que terá sido construída no séc. XVI, no reinado de D. João III, embora também seja provável que a sua construção seja de várias épocas, em que no início terá existido apenas uma nascente, inicialmente transformada numa pequena fonte de água potável, que no séc. XVI foi mandada construir.
 
A forma do tanque principal é rectangular e delimitado por lajes graníticas dispostas na vertical do qual saem seis colunas de mármore que sustentam uma cobertura piramidal que remata em pinha. Ao centro do tanque ergue-se um corpo discóide com quatro bicas simétricas e sobre este, um outro paralelepípedo, decorado com as Armas de Portugal, as do Concelho e com duas figuras de meninos. Este conjunto é rematado por uma pinha em forma de flor de acanto ou tulipa.
 
Ao lado possui um outro tanque, rectangular, destinado a animais bestas e cavalares.
 
in http://www.cm-castelo-vide.pt


Designação Fonte da Vila
 
Categoria / Tipologia Arquitectura Civil / Fonte
 
Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista
 
Endereço / Local Largo Dr. José Frederico Laranjo, Castelo de Vide

Situação Actual Classificado

 
Categoria de Protecção Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
 
Cronologia Decreto n.º 39 175, DG, I Série, n.º 77, de 17-04-1953
 
ZEP Portaria de 11-03-1960, publicada no DG, II Série, n.º 72, de 26-03-1960 (sem restrições)

Nota Histórico-Artistica A Fonte da Vila situa-se sensivelmente ao centro do Largo Dr. José Frederico Laranjo, e constituiu o ponto gerador do sistema urbano radial (em blocos triangulares e em concha) que se observa nas cinco ruas em seu redor; uma das quais aberta na íngreme encosta do castelo onde se situava a Judiaria, nos séculos XIV e XV.
Este caminho, que ligava o Castelo à Fonte da Vila, ou à respectiva nascente que nessa época já era conhecida, foi crescendo progressivamente, ficando ladeado de casas " (...) que acabariam por formar a rua que dela tira o nome" (TRINDADE, Diamantino, 1979, p.80). Rua essa cujo prolongamento termina numa das saídas da Vila, o que leva a Dra. Carmen Balesteros a afirmar que " (...) no Largo funcionou outra estrutura de fecho (da Judiaria) que pode ter incluído no bairro a própria Fonte (...) " (BALESTEROS, OLIVEIRA, 1995, p. 105).
A edificação da Fonte da Vila, como a conhecemos hoje, deverá remontar ao reinado de D. João III. Ainda que no início do século XX haja memória da existência na Fonte de esferas armilares, entretanto desaparecidas (VIDEIRA, César, 1908, p.53), os elementos decorativos aproximam-se da linguagem de pendor classicista difundida no reinado de D. João III.
Por outro lado, a Fonte da Vila é um exemplo reconhecido de micro-arquitectura experimental que, no decorrer das primeira metade do século XVI, contribuiu para a difusão das regras da proporção e simetria e, em última análise, do classicismo.
De forma rectangular, a Fonte apresenta cobertura piramidal, sustentada por seis colunas de mármore. Ao centro do tanque ergue-se um bloco circular de secção elíptica, de onde saem as quatro bicas. É encimado por base de coluna com baixos relevos, rematada por florão em forma de pinha.
A base da coluna apresenta, em duas faces opostas e esculpidas em baixo-relevo, uma figura em genuflexão com os braços abertos, cujos dedos das mãos passam para as outras faces, parecendo segurar os brasões aí representados: um escudo com as armas do concelho (castelo acompanhado por três ramos de videira entrelaçados e três folhas no franco-cantão, cantão e ponta; e em contra-chefe castelo diminuto); e um escudo do mesmo género, com as "Armas de Portugal" mas com as cinco quinas em aspa e bordadura carregada de sete castelos.
Deste monumento faz ainda parte um bebedouro, e um muro que envolve a Fonte e a delimita, acentuando e suportando os vários desníveis do pavimento.


Bibliografia
 
Título "Muros religiosos de Castelo de Vide, IBN Marúan Revista Cultural do concelho de Marvão"
Local Marvão
Data 1995
Autor(es) BALESTEROS, Carmen

Título "Castelo de Vide, Subsídios para o Estudo da Arqueologia Medieval"
Local Portalegre
Data 1979
Autor(es) TRINDADE, Diamantino Sanches

Título "Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397."
Data 1965
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo

Título "Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)"
Local Lisboa
Data 1943
Autor(es) KEIL, Luís
 
Título "Memoria historica da muito notavel villa de Castello de Vide"
Local Lisboa
Data 1908
Autor(es) VIDEIRA, César Augusto de Faria

Título "Breve roteiro da notável vila de Castelo de Vide"
Local Castelo de Vide
Data 1966
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo

in www.patrimoniocultural.gov.pt