Friday, April 6, 2018

Photos: CHURCH / Igreja de São Francisco

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Designação Igreja e antigo Convento de São Francisco

Outras Designações / Pesquisas Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Frades Recoletos de São Francisco / Igreja e Convento de São Francisco / Convento de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora da Esperança

Categoria / Tipologia Arquitectura Religiosa / Convento

Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista

Endereço / Local Rua Sequeira Sameiro, Castelo de Vide

Situação Actual Classificado

Categoria de Protecção Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 23-02-2001 da DR de Évora para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 14-01-1997 do vice-presidente do IPPAR
proposta de abertura de 3-01-1997 da DR de Évora

ZEP Portaria n.º 513/2014, DR, 2.ª série, n.º 123, de 30-06-2014 (sem restrições)
Anúncio n.º 57/2013, DR, 2.ª série, n.º 26, de 6-02-2013
Parecer favorável de 15-12-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 25-10-2010 da DRC do Alentejo
Proposta de 30-09-2009 da DRC do Alentejo

Nota Histórico-Artistica Fundado em 1585, a expensas de Gaspar de Mattos e sua mulher, Beatriz de Mattos, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, de frades Recoletos da Ordem de São Francisco, foi a primeira instituição religiosa deste âmbito activa em Castelo de Vide (VIDEIRA, 1908, p. 137).
As obras da igreja e dependências conventuais prolongaram-se durante cerca de quatro anos, durante os quais foi necessária a licença de construção do então rei Filipe I, e o acordo do Bispo de Portalegre, que parece ter colocado alguns entraves ao bom andamento dos trabalhos (TRINDADE, 1979, p. 96). A história desta fundação encontra-se bem documentada no Livro de Tombo, através do qual sabemos que, em 1589, os frades já habitavam o convento. No entanto, em 1590, a instituição surge com a designação de Convento de Nossa Senhora da Conceição, a quem teria sido dedicado. Por sua vez, a administração do mesmo foi concedida ao povo, à Câmara e vereadores, pertencendo o senhorio à Santa Sé (TRINDADE, 1979, p. 96).

A igreja que hoje conhecemos, com nave e capela-mor de planta rectangular, sofreu nova campanha de obras em meados do século XVIII, como atesta a data de 1748 patente no portal. A fachada do templo foi, com certeza, remodelada nesta época, dado que a sua composição revela uma linguagem de características barrocas, presente no portal, ladeado por pilastras de capitéis coríntios, e remate superior em aletas, com nicho central, a partir do qual nasce o amplo janelão encimado por uma vieira e pináculos laterais.

O alçado deste do templo confina directamente com o claustro do convento, de planta quadrada e arcaria de volta perfeita. Também neste espaço se fez sentir a intervenção do século XVIII, uma vez que o pequeno átrio, através do qual se acede ao claustro, e ao interior do convento, foi revestido por azulejos setecentistas, com certeza de oficina lisboeta. Com datação próxima de 1748, estes painéis representam cenas da Vida de Santo António ( Milagre do burro e Salvação do pai ) e, nos cantos que envolvem o nicho e a estrutura de madeira que o suporta, anjos com instrumentos de martírio.

Mais tarde, já depois da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o convento foi adquirido pelo irmão do Dr. João Diogo Juzarte de Sequeira Sameiro, que em 1856 havia instituído o Asilo dos Cegos, para aí funcionarem as instalações desta instituição (GORDO, 1935, p. 117). A planimetria conventual foi facilmente adaptada às necessidades dos invisuais, ficando no pavimento inferior os dormitórios, o refeitório, o gabinete da Direcção, a secretaria, e as aulas de instrução primária, secundária, e de música. Já no primeiro andar, situavam-se as dependências das mulheres, com a enfermaria, a cozinha, a dispensa e a sala de visitas. Os jardins, a Sul, foram aproveitados como local de passeio. No final do século XIX (1895) foram criadas oficinas de fabrico de canastras, por forma a dotar os invisuais de meios de subsistência próprios, que lhes permitissem sair do Asilo e viver integrados no seio da sociedade (GORDO, 1935, p. 122). (Rosário Carvalho)


Bibliografia

Título "Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397."
Data 1965
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo

Título "Castelo de Vide - Arquitectura Religiosa, vol I"
Data 1981
Autor(es) TRINDADE, Diamantino Sanches

Título "Azulejaria em Portugal no século XVIII"
Local Lisboa
Data 1979
Autor(es) SIMÕES, J. M. dos Santos

Título "Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém"
Local Lisboa
Data 2000
Autor(es) SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título "História da muito notável vila de Castelo Vide"
Local Castelo de Vide
Data 1908
Autor(es) VIDEIRA, César Augusto de Faria
 
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